segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Territórios Digitais a Próxima Fronteira


Com o processo de globalização física do ser humano exaurido de espaço físico e geográfico, algumas novas medidas devem ser adotadas para aproveitamento do espaço mundo geral conhecido.
Mas não estamos mais contingenciados ao espaço mundo físico exterior para uma exploração mais consistente e consciente das capacidades do homem e do meio ambiente. Todos já entendem o Ciberespaço.
Desde o início do uso de computadores nos processos de interação humano, nossa perspectiva de processabilidade mental produziu uma “gap” tão espetacular, como aquele que deve ter ocorrido aos primatas das savanas africanas, que eretos redimensionaram as estruturas de massas cranianas, e que hoje constituem o nosso equipamento evolucionário competitivo mais importante, o cérebro.
Com a processabilidade intelectual de suporte, provida por um “cérebro eletrônico”, o computador, nosso coeficiente de inteligência expandiu-se a níveis ainda desconhecidos.
Outra questão central é que o cérebro não se conforta em ser estrutura apenas, é também consciência criativa, uma coisa que podemos denominar de “mente”, uma inteligência dotada de vontade intelectual.
Assim, com estrutura (cérebro) e função (mente), o homem partiu a uma nova escala, e produziu nosso diferencial competitivo, o processo comunicacional da espécie. Não vivemos sós!
A interação sócio-relacional fundamentou o processo de imaginação e ferramentação que deram suporte à grande jornada colonizadora humana, e que agora com uma infra-estrutura computacional-energética e uma rede de conhecimentos interativos, molda um processo comunicacional cooperativo e anárquico, num verdadeiro Território Digital.
Ao que sugere uma visão generalista, ao menos três questões podem ser postas como pressuposto de operacionalidade deste modelo cibernético de ação humana colaborativa, quais sejam:
a) Tecnologia de Suporte com ampla capacidade de disponibilidade;
b) Virtualidade como não lugar de coexistência cibernética.
c) Processo de comunicacionalidade em rede como plano ético de relacionamento humano;
Por último, mas não menos importante é a formatação de um modelo de governança (governo, governabilidade e participação coletiva), capaz de articular os valores mentais e coordenar as capacidades éticas da sociedade para seu auto-governo, o que neste momento induz ao Governo Eletrônico como canal de atuação pública, já que a sociedade hoje redunda numa gestão de Estado.
Com uma gestão de informação pública permeada através de sistemas inteligentes, a governança virtual das demandas permite mais controle do conhecimento e transparência, sem contar que pode ser ativada em tempo real.
Alguns modelos de gestão integrada através de sistemas computacionais permitem a reprodução da realidade através de camadas de conhecimentos superpostos de forma múltipla, representados num processo de hipermídia, capaz de suportar decisões de gestão coletiva.
Estamos numa era de oportunidades do aproveitamento computacional, e que devem ser direcionados à sustentabilidade da gestão do mundo físico com ampla participatividade dos atores envolvidos.



Fábio André Chedid Silvestre



NMC - Núcleo de Mídia e Conhecimento

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