segunda-feira, 9 de março de 2009

Para Conhecer o Modelo de Tratamento do Lixo Urbano na Região Metropolitana de Curitiba


O problema da coleta e tratamento de lixo na Região Metropolitana de Curitiba já vem se prolongando desde 2007, quando determinou-se por saturado o modelo de aterramento indiscriminado do material coletado.


O Ministério Público, que vem acompanhando esta questão, elencou um breve histórico do embrólio jurídico que se estabeleceu ao redor da questão, especialmente pela ação das empresas privadas que ainda hoje controlam a coleta do lixo, mas não promovem qualquer atividade sustentável com a matéria-prima, assim:


3 de dezembro de 2007 – O Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos, formado por Curitiba e outros 14 municípios da região metropolitana, lança edital de licitação para a contratação da empresa que tratará o lixo produzido nas 15 cidades. O objetivo é parar de utilizar o aterro da Caximba, que recebe 2,4 mil toneladas de lixo por dia.
- 3 de março de 2008 – O Consórcio analisaria as propostas das empresas participantes da concorrência, mas a licitação é suspensa pela Justiça.
- 15 de abril de 2008 – O Ministério Público do Paraná recomenda à prefeitura de Curitiba que notifique grandes geradores para que parem de enviar lixo orgânico à Caximba. O prazo era de 15 dias, mas até agora nada foi feito.
- 12 de agosto de 2008 – A Justiça derruba as liminares que impediam a licitação, mas os grandes geradores continuam enviando cerca de 250 toneladas de lixo orgânico por dia à Caximba.


Contudo, a visão metropolitana da questão prevalece, tendo sido criado o Consórcio Intermunicipal para Gestão dos Resíduos Sólidos, uma parceria entre os quinze municípios circunvizinhos à capital, inclusive com a participação do Estado do Paraná.


O processo licitatório continua em andamento, agora sem embargos jurídicos momentâneos.


A idéia de reciclagem com geração de valor nos sub-produtos da coleta seletiva é a tônica, à medida em que duas situações, a reutilização e compostagem são utilizadas para diminuir a pressão sobre as áreas de aterro, aumentando sua vida-útil e racionalizando os impactos da indiscriminada manutenção de diversidade de resíduos no mesmo local, com óbvio impacto ambiental de escala.


O mais importante é a população tomar conhecimento do modelo de gestão futura que se pretende, pois a seletividade é o centro do processo, e certamente começa nos lares e nas empresas.


Vamos fazer a nossa parte e fiscalizar o sistema consorcial que se instaura.


Fábio André Chedid Silvestre

NMC - Núcleo de Mídia e Conhecimento


segunda-feira, 2 de março de 2009

Transparência e Corrupção, Cidadania e Ação




Estamos observando o cenário onde se deduz o debate e os implementos públicos para a busca do que se consolidou chamar de Transparência Pública.

A incessante luta contra os poderes desviantes do sentido republicano do estado democrático de direito, vulgarmente conhecidos como corrupção nos leva a crises de legitimidade sem solução.

Com a tomada de posse dos novos gestores no início deste 2009, o cenário de oportunidade de controle social das ações de estado são infinitas, mas dependem de exercício da cidadania, fiscalização e controle, individual e coletivo.

Contudo, o nível de percepção da corrupção, pesquisa elaborada anualmente pela Transparência Internacional, elencou o Brasil em posição pior do que nos últimos anos.

Esta é a perspectiva do estudo da instituição em 2008.

Em artigo publicado no Paraná On Line, o ex-deputado Helio Duque aborda a questão, a partir do livro de Bolívar Lamounier, Cultura das Transgressões no Brasil (Editora Saraiva), posicionando-a segundo uma certa tradição de corrupção endêmica no país, e que não teve perspectiva de evolução, assim analisando:


" "O Brasil é essencialmente corrupto e precisamos encarar isso. Vivemos há cem anos a ilusão de que com o crescimento econômico e a melhoria educacional tudo vai melhorar. O País está mais rico e, ao que tudo indica, mais corrupto." O diagnóstico é do sociólogo e pesquisador Bolívar Lamounier, autor de livros e trabalhos acadêmicos onde conceitua que os veios da corrupção nas entranhas do Estado brasileiro estão profundamente enraizados. No seu livro Cultura das transgressões no Brasil (Editora Saraiva), Lamounier analisa fartamente que o problema da corrupção é tentacular. A impunidade é ampla. O patrimonialismo estatal obriga uma relação simbiótica do mundo empresarial com o governo, que está presente em setores fundamentais da economia. No Brasil, a transgressão é generalizada, acontece pela incapacidade de aplicação da lei e basicamente por motivação econômica."


A lamentável conclusão a que chega o articulista é desoladora:


" O rebaixamento da vida nacional pela multiplicação dessas ilicitudes, diferentemente do que proclama a ladainha oficial, com notável cinismo, nos afasta dos padrões de uma sociedade decente."


Em verdade, quem espera que o ladino se dasanime, para manter a integridade de seus direitos, é menos cidadão do que ele próprio.

Os meios fiscalizatórios estão postos, a sociedade civil organizada esta livre, e o estado esta aparatado para reagir.

Resta saber quem cobra de quem, pois transparência não é honestidade é fiscalizabilidade.


Fábio André Chedid Silvestre

NMC - Núcleo de Mídia e Conhecimento

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A Valorização do Patrimônio Histórico






As raízes preservadas de uma nação, tornam-se os pilares de seu futuro.


Assim, os ativos econômicos que compõe a riqueza mensurável também contam com os efeitos construtivos decorrentes da cultura, turismo e da própria história, tudo bem representado pelo Patrimônio Histórico.


No Brasil, inicia-se um bem estruturado trabalho de levantamento, catalogação, preservação e promoção dos acrvos materiais e imateriais componentes do Patrimônio Histórico, Municipal, Estadual e Federal.


Alguns exemplos no Paraná, como a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, na Ilha do Mel, já contam com a proteção jurídica e material do Estado e do IPHAN, permitindo um uso sustentável do bem tombado, valorizando o destino turistico-cultural em que se insere.

Nesta mesma linha vários outros bens de valor patrimonial histórico e museológico deverão ser incorporados aos diversos níveis do patrimonio nacional, um deles especialmente valioso é a Casa da Memória de Carambeí, que detém acervos da história da colonização holandesa nos Campos Gerais, e que servirá de base infra-estrutural para o Parque Histórico de Carambeí , bem como para a comemoração dos cem anos da imigração holandesa na região.

Estes movimentos de valorização do patrimonio material e imaterial, caldados nas interações étnicas fazem do Brasil um celeiro de riquezas culturais infinitas.

Fábio André Chedid Silvestre

NMC - Núcleo de Mídia e Conhecimento











sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

COMUNICAR É MAIS QUE DIVULGAR.



Analisando alguns cases em que estamos trabalhando, frequentemente econtramos observações a cerca dos processos de formação de conhecimento de terceiros sobre o que estamos fazendo.
Muitas das vezes, há uma clara confusão entre assessoria de imprensa (divulgar) e assessoria de comunicação (comunicar).

A primeira de visão mais pragmática e objetiva e a outra de visão mais planificante e contenedora da primeira.

Daí, lendo o excelente texto "Redes digitais e movimentos sociais: perspectivas", de autoria de Maria Luiza Martins de Mendonça, no Observatório da CiberSociedad, encontramos um momento escrito, onde se percebe clara a preocupação sobre a diferença entre COMUNICAÇÃO e DIVULGAÇÃO, assim expresso:

"Em relação à Internet, em geral utilizam-se apenas os recursos mais simples, sem um projeto específico que preveja a exploração eficiente das potencialidades dos espaços virtuais. Mesmo um simples mailing atualizado e devidamente segmentado é difícil de ser encontrado. A construção de sites parece ser compreendida como um importante recurso para atingir públicos diferenciados, mas sua atualização, a conexão com similares e as possibilidades de interação efetiva são pouco empregadas. Rede, nesse caso, refere-se mais à noção de fluxos de informação ou existência de conteúdos disponíveis do que propriamente de uma rede de comunicação em que a possibilidade de interatividade seja um fato concreto e conduza à construção de saberes e ao compartilhamento de objetivos."

O foco da questão encontra-se justamente na perenidade em que se pretende construir o relacionamento com o outro, seja a imprensa, seja uma bem extensa e mapeada rede de stakeholders, a serem atendidos por ações de Terceiro Setor.

A questão pontual encontra-se no fato da formação de uma rede de conhecimento ou numa simples ação de reconhecimento. No primeiro caso é necessário um amplo processo de comunicação participativa, no segundo caso talvez uma simples nota divulgada em veículos de penetração passiva, seja suficiente.

A comunicação é, no Terceiro Setor, uma das mais importantes ferramentas de formação de ativos, pois a dependência da adesão voluntária e do reconhecimento de valores supera a simples oferta capitalista remunerável de produtos indistintos.

Como bem lembrado, COMUNICAR é mais do que DIVULGAR.
Fábio André Chedid Silvestre
NMC - Núcleo de Mídia e Conhecimento






segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Territórios Digitais a Próxima Fronteira


Com o processo de globalização física do ser humano exaurido de espaço físico e geográfico, algumas novas medidas devem ser adotadas para aproveitamento do espaço mundo geral conhecido.
Mas não estamos mais contingenciados ao espaço mundo físico exterior para uma exploração mais consistente e consciente das capacidades do homem e do meio ambiente. Todos já entendem o Ciberespaço.
Desde o início do uso de computadores nos processos de interação humano, nossa perspectiva de processabilidade mental produziu uma “gap” tão espetacular, como aquele que deve ter ocorrido aos primatas das savanas africanas, que eretos redimensionaram as estruturas de massas cranianas, e que hoje constituem o nosso equipamento evolucionário competitivo mais importante, o cérebro.
Com a processabilidade intelectual de suporte, provida por um “cérebro eletrônico”, o computador, nosso coeficiente de inteligência expandiu-se a níveis ainda desconhecidos.
Outra questão central é que o cérebro não se conforta em ser estrutura apenas, é também consciência criativa, uma coisa que podemos denominar de “mente”, uma inteligência dotada de vontade intelectual.
Assim, com estrutura (cérebro) e função (mente), o homem partiu a uma nova escala, e produziu nosso diferencial competitivo, o processo comunicacional da espécie. Não vivemos sós!
A interação sócio-relacional fundamentou o processo de imaginação e ferramentação que deram suporte à grande jornada colonizadora humana, e que agora com uma infra-estrutura computacional-energética e uma rede de conhecimentos interativos, molda um processo comunicacional cooperativo e anárquico, num verdadeiro Território Digital.
Ao que sugere uma visão generalista, ao menos três questões podem ser postas como pressuposto de operacionalidade deste modelo cibernético de ação humana colaborativa, quais sejam:
a) Tecnologia de Suporte com ampla capacidade de disponibilidade;
b) Virtualidade como não lugar de coexistência cibernética.
c) Processo de comunicacionalidade em rede como plano ético de relacionamento humano;
Por último, mas não menos importante é a formatação de um modelo de governança (governo, governabilidade e participação coletiva), capaz de articular os valores mentais e coordenar as capacidades éticas da sociedade para seu auto-governo, o que neste momento induz ao Governo Eletrônico como canal de atuação pública, já que a sociedade hoje redunda numa gestão de Estado.
Com uma gestão de informação pública permeada através de sistemas inteligentes, a governança virtual das demandas permite mais controle do conhecimento e transparência, sem contar que pode ser ativada em tempo real.
Alguns modelos de gestão integrada através de sistemas computacionais permitem a reprodução da realidade através de camadas de conhecimentos superpostos de forma múltipla, representados num processo de hipermídia, capaz de suportar decisões de gestão coletiva.
Estamos numa era de oportunidades do aproveitamento computacional, e que devem ser direcionados à sustentabilidade da gestão do mundo físico com ampla participatividade dos atores envolvidos.



Fábio André Chedid Silvestre



NMC - Núcleo de Mídia e Conhecimento

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O Fechamento do Primeiro Ciclo Genético: a Globalização





Das imagens mais marcantes da posse de Obama, a que chamou mais a atenção foi a da aldeia africana onde nasceu o pai do presidente, no Quênia.
Se estabelecermos uma linha de movimentação migratória, ela começa justamente no coração do continente africano, de onde teriam iniciado a jornada global os primeiros humanóides ancestrais do homem.
Se atarmos os nós, temos como matriz genética do novo homem forte da nação mais poderosa do planeta um procedente genético direto da África Mãe, e que agora ocupa o centro de poder do topo mundial, onde até bem pouco tempo os brancos "genéticamente puros" de Washington e Wall Street pensavam-se distantes do início dos tempos humanos, planejando colonizar Marte enquanto autorizavam a destruição da Terra.
É certo que este fechamento de ciclo, tanto o da jornada negróide de nosso DNA original, como o da falência absoluta do modelo exploratório exauriente capitalista encontram-se ocupando a mesma cadeira.
Se o destino quis nos premiar com esta convergência, agir em redes sem preconceito étnico e com sustentabilidade econômica global nos permitirá novamente reconstruir o "Jardim do Éden", a imagem retora ancestral do paraíso, que domina o imaginário de todos aqueles que esqueceram-se de que a jornada não nos diferenciou, mas de uma vez por todas nos tornou uma única espécie, mestiça e global.
A globalização é antes de mais nada um fenômeno genético, LUCY globalizou-se no planeta.
Então todo o planeta Terra é adequado aos nossos genes, devemos agora entender se nossos genes são adequados ao planeta!?.


Fábio André Chedid Silvestre
NMC Núcleo de Mídia e Conhecimento

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Eventos de Governo Eletrônico em 2009


(clique na imagem)

Neste ano de 2009 o tema Governo Eletrônico mantém sua qualidade e importância na pauta de eventos de caráter científico, corporativo e comercial, assim é oferecido um cenário básico de onde se pode extrair informações e acompanhamento dos debates.

Segue lista não exaustiva, as informações sem link são eventos paralelos dos promotores:

Evento sobre Padrões de Interoperabilidade Semântica e Ontologias para Integração dos Sistemas Legislativos da América Latina
3ª Reunião do Consórcio Teclin, para constituição da Catedra Unesco
V Congresso Científico do Projeto Ontojuris.
V CONEGOV
38a. JAIIO
ASAI 2009 Simposio Argentino de Inteligencia Artificial;
ASSE 2009 Simposio Argentino de Ingeniería de Software;
AST 2009 Simposio Argentino de Tecnología;
HPC 2009 High Performance Computing;
JII 2009 Jornadas de Informática Industrial;
JSL 2009 Jornadas Argentinas de Software Libre;
JUI 2009 Jornadas de Vinculación Universidad-Industria;
SAI 2009 Simposio de Agroinformática;
SID 2009 Simposio Argentino de Informática y Derecho;
SIE 2009 Simposio de Informática en el Estado;
SIO 2009 Simposio Argentino de Investigación Operativa;
SIS 2009 Simposio Argentino de Informática y Salud; -

Outros eventos que não estejam nesta listagem podem ser enviados para este espaço através dos comentários.
Acompanhe a Lista de Eventos Científicos Internacionais - ICISC 2009

Fábio André Chedid Silvestre
NMC Núcleo de Mídia e Conhecimento