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terça-feira, 27 de abril de 2010



Perspectivas da Presença Holandesa no Brasil - 2011 - Corte Histórico



Período Colonial
Pré-Ocupação


1598 - A expedição de Van Noort


1615 - A expedição de Van Spielbergen


Ocupação


1621 - Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais (WIC)
1624-1625 - Invasão de Salvador, na Bahia
1630-1654 - Invasão de Olinda e Recife, em Pernambuco
1630-1637 - Fase de resistência
1637-1644 - Administração de Maurício de Nassau
1644-1654 - A retirada neerlandesa


1661 - Tratado de Haia.


Período Imperial


1858 - Santa Leopoldina – ES


Período Republicano


Imigração Colonizatória
1911 Carambeí-PR


1948 Estância Turística de Holambra - SP


1949 Não Me Toque-RS


1950 Castro-PR


1960 Arapoti-PR


1960 Paranapanema-SP – Campos de Holambra


1967 Paracatu - MG


1973 Maracaju - MS


1984 Unai - MG


Integração Contemporânea Recíproca – Século XXI.


Econômica – Cultural – Socioambiental


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Fábio André Chedid Silvestre - NMConhecimento

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

As Mudanças Inevitáveis


No grande cenário da cultura no Brasil, a intervenção do Estado sempre foi bastante crítica, ora por uma ausência, ora por uma política pública calcada em mecanismos de fomento, como atualmente.
Mas sempre e sempre há o momento da ruptura do modelo vigente, por saturação dos métodos, processos e ao fim, seu sentido público.
E foi o que se observou neste ano de 2009, quando o Ministério da Cultura implementou duas grandes linhas de ação para modificar o processo e o procedimento de fomento capital à iniciativa de produção cultural da sociedade.
De um lado, numa escala interna, no âmbito do procedimento implantou o SALICWEB, um portal de inscrição dos projetos de cultura destinados à qualificação para o Mecenato Incentivado, um dos mecanismos da Lei 8313/1991.
A outra grande iniciativa diz com a mudança da política pública, fundada na própria Lei Rouanet de Incentivo à Cultura.
Além disto, outro marco será a II Conferência Nacional de Cultura, que ocorrerá em 2010 e provavelmente seja o grande palco de consolidação das mudanças que agora vem sendo planejadas e gradativamente implantadas.
O que se espera deste processo é um sistema de cultura pública capaz de capitalizar ações de valor agregado para a sociedade, num misto de participação público-privada diferente do atual modelo, embora dele decorrente.
Fábio André Chedid Silvestre
NMConhecimento

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Parque Histórico de Carambeí um Espaço Museal Aberto nos Campos Gerais



O Brasil passa por um momento cultural ímpar no segmento de MUSEUS, o que redunda em valorização do Patrimônio Cultural enquanto Meio Ambiente e das oportunidades de sua preservação estabelecidas na Constituição Federal.



Além disto, uma série de eventos étnicos tem se sucedido com a celebração de movimentos imigratórios (como o Japonês em 2008 e o Holandês em 2011), ou intercâmbios multi-culturais como o da França neste ano.



Neste momento o Governo Federal legitimou mais uma autarquia para dar suporte às políticas públicas no segmento, o IBRAM – Instituto Brasileiros de Museus, que juntamente com o IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico tem a missão de gestionar as ações de Estado em face do Patrimônio Cultural bem como as infra-estruturas de seu suporte, entre elas os museus e a visão evolucionista dos espaços museais.



A evolução dos conceitos de Museu como espaço, transcenderam do tradicional local de guarda de acervo, para um território de criação de significados sociais a partir dos anos de 1970, melhor expresso na, Declaração de Quebec, de 1984, representando a intenção da Nova Museologia, assim expresso:

1. Consideração de ordem universal


A museologia deve procurar, num mundo contemporâneo que tenta integrar todos os meios dedesenvolvimento, estender suas atribuições e funções tradicionais de identificação, de conservação e deeducação, a práticas mais vastas que estes objetivos, para melhor inserir sua ação naquelas ligadas ao meio humano e físico. Para atingir este objetivo e integrar as populações na sua ação, a museologia utiliza-se cada vez mais da interdisciplinariedade, de métodos contemporâneos de comunicação comuns ao conjunto da ação cultural e igualmente dos meios de gestão moderna que integram os seus usuários.Ao mesmo tempo que preserva os frutos materiais das civilizações passadas, e que protege aqueles que testemunham as aspirações e a tecnologia atual, a nova museologia – ecomuseologia, museologia comunitária e todas as outras formas de museologia ativa – interessa-se em primeiro lugar pelo desenvolvimento das populações, refletindo os princípios motores da sua evolução ao mesmo tempo que as associa aos projetos de futuro. Este novo movimento põe-se decididamente ao serviço da imaginação criativa, do realismo construtivo e dos princípios humanitários definidos pela comunidade internacional. Torna-se, de certa forma, um dos meios possíveis de aproximação entre os povos, do seu conhecimento próprio e mútuo, do seu desenvolvimento cíclico e do seu desejo de criação fraterna de um mundo respeitador da sua riqueza intrínseca. Neste sentido, este movimento, que deseja manifestar-se de uma forma global, tem preocupações de ordem científica, cultural, social e econômica. Este movimento utiliza, entre outros, todos os recursos da museologia (coleta, conservação, investigação científica, restituição, difusão, criação), que transforma em instrumentos adaptados a cada meio e projetos específicos.”


Esta nova visão evidencia a noção de Patrimônio Cultural com um bem universal, da Humanidade através das Localidades, assim posto pelo ICOMOS (Conselho Internacional de Monumentos e Sítios):


"Patrimônio cultural é uma noção muito ampla, pode-se dizer que é tudo o que se relaciona com a cultura, com a história, a memória, a identidade das pessoas ou grupos de pessoas – coletividades de natureza diversa como grupos familiares, associações profissionais, grupos étnicos, nações –: são os lugares, as obras de arte, as edificações , as paisagens, as festas, as tradições, os modos de fazer, os sítios arqueológicos. É tudo o que, para determinado conjunto social, interessa proteger por ser considerado como cultura própria, o que é base de sua identidade, o que o faz distinto de outros grupos, incluindo não somente monumentos e outros bens de caráter físico, mas a experiência vivida, que se condensa na linguagem, nos conhecimentos, nas tradições, nos modos de usar bens e espaços."


Estes valores, estão muito bem evidenciados no projeto do Parque Histórico de Carambeí, uma infra-estrutura cultural multi-uso de caráter museal aberto na forma de parque desenvolvido como resultado de uma parceria público privada, é um indutor de arranjo produtivo local cultural.


Como local de fazer (produção cultural) e local de destino (turismo cultural).

Fábio André Chedid Silvestre

NMConhecimento

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Patrimônio Histórico

A lembrança das qualidades históricas de um povo permite a estruturação do futuro.
Ter feito história, tornado-se patrimônio público e social perpétuo é um dos principais objetivos das sociedades avançadas, aquelas que se pretendem futuras.
Uma visão sobre o tema, patrimônio material (as coisas) e imaterial (os fazeres e saberes):



Núcleo de Mídia e Conhecimento

segunda-feira, 13 de abril de 2009

100 anos da Imigração Holandesa - IV Festa dos Imigrantes de Carambeí/PR

Há exatamente dois anos antes do centenário da imigração holandesa nos Campos Gerais, a cidade de Carambeí experimentou um pouco do que será o evento em 2011. Até lá, um extenso calendário de atividades culturais está sendo preparado para festejar a data.




Abrindo a festa, foi inaugurada a exposição e exibido o filme do projeto de parque histórico, acompanhado por um jantar típico. Autoridades da região, senadores, deputados estaduais, deputados federais e patrocinadores prestigiaram o evento e destacaram a importância da preservação da memória dos pioneiros holandeses para o patrimônio histórico brasileiro.

Até 04 de abril de 2011 acontecerão diversos eventos por ocasião das comemorações dos 100 anos da imigração holandesa e a IV Festa dos Imigrantes consolida Carambeí como um dos principais destinos turísticos dos Campos Gerais.

Promovida pela Prefeitura Municipal, com apoio institucional da Associação do Parque Histórico de Carambeí e da Associação para as Comemorações do Centenário da Imigração Holandesa e patrocínio institucional da Batavo Cooperativa Agroindustrial; neste ano, a IV Festa dos Imigrantes ainda teve o patrocínio da New Holand/Trator New.

Veja fotos da IV Festa dos Imigrantes de Carambeí

Mais fotos do evento

O Parque Histórico de Carambeí

Em uma área de 100 mil metros quadrados, anexo ao espaço da Casa da Memória, o Parque Histórico de Carambeí terá uma infra-estrutura cultural multiuso e servirá como equipamento educativo para todos da região e como destino turístico cultural, para visitantes do mundo todo. A sua constituição formal tem o objetivo de induzir um Arranjo Produtivo Local voltado para cultura, turismo e meio ambiente.


A Casa da Memória de Carambeí é o contraponto que mantém o acervo representativo das simbologias e dos objetos históricos. Está em processo de catalogação de suas peças para serem inscritas junto ao sistema museológico do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional.



O Museu do Trator é um setor da Casa da Memória que tem por objetivo preservar o acervo de tratores, equipamentos de tecnologia agroindustrial e das técnicas empregadas com seu uso. Principal conjunto de peças do acervo do Parque, o Museu do Trator hoje, está composto de 20 tratores bem preservados. Grande parte em pleno funcionamento. Além disso, apresenta um conjunto de implementos agrícolas e ferramentais de apoio, que será organizado para ocupar um espaço próprio por sua especialidade e variedade.

Tarás Antônio Dilay
NMConhecimento

quinta-feira, 2 de abril de 2009

PARQUE HISTÓRICO DE CARAMBEÍ, UMA REALIDADE.


O ser humano é um animal essencialmente cultural, tudo que sabe e faz decorre de seu desenvolvimento em sociedade. Com o tempo, a história.

Os processos de adensamento das diversas culturas, prestigiou a criação de uma variedade étnica surpreendente que miscigenadas, providenciam novos modelos derivados, porquanto autênticos.

Nos tempos atuais, a preservação do patrimônio histórico é uma das principais formas de manutenção destas múltiplas identidades e épocas, assim museus e casas da memória.

Em Carambeí, estes movimentos de evolução sócio-histórica estão em seu melhor momento, entendendo seu sentido de passado, materializado no presente e indutor do futuro.

Partindo da Casa da Memória de Carambeí, um acervo bem estruturado mantém viva a memória da épica colonização holandesa nos Campos Gerais, iniciada em 04 de abril de 1911, respeitando a presença tropeira e das demais etnias que, depois, incrementaram a história centenária do jovem município.

Do privilegiado mirante do século 21, a Associação do Parque Histórico de Carambeí, com o patrocínio da Batavo Cooperativa Agroindustrial e o apoio institucional da Prefeitura Municipal pretendem a consolidação do projeto de um grande parque histórico, para celebrar este arranjo social de valor intangível inestimável, e agora, atemporal.

O Parque Histórico de Carambeí é uma infra-estrutura composta por cinco elementos culturais integrados e complementares, combinados ao redor do bem elaborado acervo da Casa da Memória.
São eles:

  1. Casa da Memória e Jardins Frontais;
  2. Centro Cultural Amsterdã com área reservada para equipamento cultural multiuso;
  3. Vila Rural Antiga com Jardins e Outras Etnias;
  4. Parque de Exposições;
  5. Engenharia das Água com área reservada para Escola de Águas e a Fazenda Modelo Mirim;

Esta proposta permite aglutinar todos os elementos necessários para consolidação do patrimônio histórico material e imaterial desenvolvido na região ao longo destes cem anos:

- O espírito perseverante da colonização;

- O processo ético cooperativo;

- O avanço tecnológico desenvolvido;

- A cosolidação histórica decorrente;

Como indutor de um Arranjo Produtivo Local, integrado na economia da cultura, será um centro de formação e produção cultural como espaço público regional. Como destino de visitantes, integrará as rotas de turismo cultural dos Campos Gerais e do Paraná.

A IV Festa do Imigrante de Carambeí é um momento de preparação para a consolidação da ampla matriz étnica de Carambeí, pioneiramente iniciada pelos holandeses, e que oferecem sua colaboração cultural para a comunidade e para o Brasil, onde será lançada a pedra fundamental do projeto do Parque Histórico de Carambeí.

A celebração do centenário da colonização holandesa nos Campos Gerais em 2011 será marcada por uma série de programações e produtos culturais, culminando com a inauguração do Parque Histórico de Carambeí.

Veja mais:

Formação Histórica de Carambeí

A Cultura como Pauta do Encontro Nacional de Prefeitos

A Valorização do Patrimônio Histórico


Fábio André Chedid Silvestre

NMConhecimento

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A Valorização do Patrimônio Histórico






As raízes preservadas de uma nação, tornam-se os pilares de seu futuro.


Assim, os ativos econômicos que compõe a riqueza mensurável também contam com os efeitos construtivos decorrentes da cultura, turismo e da própria história, tudo bem representado pelo Patrimônio Histórico.


No Brasil, inicia-se um bem estruturado trabalho de levantamento, catalogação, preservação e promoção dos acrvos materiais e imateriais componentes do Patrimônio Histórico, Municipal, Estadual e Federal.


Alguns exemplos no Paraná, como a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, na Ilha do Mel, já contam com a proteção jurídica e material do Estado e do IPHAN, permitindo um uso sustentável do bem tombado, valorizando o destino turistico-cultural em que se insere.

Nesta mesma linha vários outros bens de valor patrimonial histórico e museológico deverão ser incorporados aos diversos níveis do patrimonio nacional, um deles especialmente valioso é a Casa da Memória de Carambeí, que detém acervos da história da colonização holandesa nos Campos Gerais, e que servirá de base infra-estrutural para o Parque Histórico de Carambeí , bem como para a comemoração dos cem anos da imigração holandesa na região.

Estes movimentos de valorização do patrimonio material e imaterial, caldados nas interações étnicas fazem do Brasil um celeiro de riquezas culturais infinitas.

Fábio André Chedid Silvestre

NMC - Núcleo de Mídia e Conhecimento











quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Formação Histórica de Carambeí



Muito aprazível o evento de ontem à noite em Carambeí. A Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Educação demonstrou uma visão de futuro e uma real preocupação com os alunos da rede municipal de ensino, oferecendo um livro sobre a formação histórica do município de Carambeí. Na solenidade de lançamento a Secretária de Educação do Município Gerdiena Pieta Dykstra anunciou que o livro será incorporado no programa pedagógico do Município a partir de 2009. Este documento histórico é também, um marco refenrencial para as comemorações do centenário da imigração holandesa no Brasil que aconteerá em 2011.

Louvável a preocupação em resgatar a história dos próprios alunos que, ao aprenderem sobre si mesmos, saberão olhar para o resto do mundo com um pouco mais de clareza e retidão. Certamente um grande passo para formar uma geração preocupada com o desenvolvimento e o bem estar da coletividade. Incluo abaixo o discurso da organizadora do livro e Coordenadora Pedagógica da Secretaria Tatiane Christine Biersteker.

Este livro surgiu primeiramente da idéia em escrever a respeito da história do município de Carambeí.

Devido ao fato de o município possuir uma bibliografia restrita a respeito da sua formação enquanto território e enquanto cidade, senti a necessidade de resgatar a história do mesmo, para facilitar o trabalho dos professores com os alunos que estudam na nossa rede de ensino.

Assim, solicitei às famílias que pertencem ao município, um relatório contendo itens que percebi como fundamentais para resgatar a história de nossa cidade. Passei a telefonar para todas as famílias que li na lista telefônica e, posteriormente, fiz uma reunião na Câmara Municipal expondo a idéia. Muitas famílias compareceram, outras não. Dessa reunião, famílias me entregaram um relatório contando as lembranças existentes na memória das pessoas para compor a história do município.

No entanto, devido as minhas atuais atribuições não permitirem que eu tenha tempo adequado para retribuir tanto empenho dedicado pelas famílias, tive uma conversa com o professor Áureo (SESI), um dos autores deste livro. Ele, juntamente com os professores Anderson (SESI), Juliano (SESI) e Roberto (U.E.P.G.) se dispuseram a escrever a história que ora se apresenta.

Fiz algumas visitas com estes professores nos ambientes que são fundamentais para compreender a história do município: como a Casa da Memória e a Cooperativa Batavo, além disso, passei materiais escritos que eu possuía a respeito da história do município e repassei a eles o relatório que cada família havia me entregado para compor a história escrita num livro.

No decorrer do processo, entramos em contato com algumas pessoas para realização de entrevistas buscando, mais subsídios para compor a história. Algumas pessoas indicadas para a realização da entrevista nos atenderam prontamente, outras não compareceram à entrevista, mesmo assim, o livro foi publicado.

No primeiro capítulo do livro é realizada uma retrospectiva clara e sucinta de como ocorreu a formação do atual território do município de Carambeí, capítulo este muito interessante e de leitura prazerosa.

No segundo capítulo, é realizada uma breve retrospectiva histórica das famílias que iniciaram a formação do município. Lembramos aqui que não foi publicado o relatório na íntegra de todas as famílias que entregaram o material, visto que o tempo previsto para que a publicação ocorresse neste ano era pequeno e, na medida do possível, foi relatado parte da história das famílias.

No terceiro capítulo, é feita uma breve contextualização da importância da cooperativa na formação histórica do município, um dos fatores que vemos ser essencial para a cidade ter alcançado o sucesso que atingiu.

Agradecemos desde já as famílias que contribuíram com sugestões para a melhoria do trabalho. As famílias que criticaram o livro, nossa compreensão e sugestão de que sejam publicados novos materiais visando, acima de tudo, resgatar a história de nosso município.

Tatiane Christine Biersteker
Formada em Pedagogia, Especialista em Psicologia da Educação e Educação Especial, Mestre em Educação, Coordenadora Pedagógica da Secretaria
Municipal de Educação e Cultura

Tarás Antônio Dilay

Núcleo de Mídia e Conhecimento