segunda-feira, 23 de abril de 2012

O desenvolvimento de museus como ferramenta contemporânea de comunicação corporativa.



Desde o início deste século (2001), consolidando uma jornada de mais de trezentos anos deste segmento do saber, o ICOM (Internacional Council of Museums), vem definindo museu como "uma instituição permanente, sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público e que adquire, conserva, investiga, difunde e expõe os testemunhos materiais do homem e de seu entorno, para educação e deleite da sociedade".

Nesta mesma linha, o Brasil estabeleceu uma base normative que se encaminha para a consolidação do setor, como iniciativa geral da sociedade bem como tarefa do poder publico.

Como se vê neste corte básico: Lei n.11.904, de 14 de janeiro de 2009.

- Institui o Estatuto de Museus e dá outras providências.
- Art. 1o Consideram-se museus, para os efeitos desta Lei, as instituições sem fins lucrativos que conservam, investigam, comunicam, interpretam e expõem, para fins de preservação, estudo, pesquisa, educação, contemplação e turismo, conjuntos e coleções de valor histórico, artístico, científico, técnico ou de qualquer outra natureza cultural, abertas ao público, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento. …
- Art. 5o , § 1o Consideram-se bens culturais passíveis de musealização os bens móveis e imóveis de interesse público, de natureza material ou imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência ao ambiente natural, à identidade, à cultura e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira.…
- Art. 7o A criação de museus por qualquer entidade é livre, independentemente do regime jurídico, nos termos estabelecidos nesta Lei…

Desta maneira é lícito e até estimulado que entidades com capacidade de aglutinar acervos, que contenham base lógica e pertinência, manifestem-se através da formação de museus.

Como setor técnico e profissional da economia da cultura, deve ser desenvolvido segundo critérios de valorização, continuidade e publicidade.

Permite o uso de incentivos fiscais como fomento, sendo ao menos necessário tratar-se de organização de natureza cultural, assim definida em seus estatutos, e que possua acervos que representem, “testemunhos materiais do homem e seus entornos”, o que significa a construção de um discurso capaz de posicionar o autor (possuidor) do acervo bem como situacioná-lo dentro de um ambiente maior onde estaria inserido.


Como se pode observer na Lei Rouanet de Incentivo à Cultura (LEI Nº 8.313, DE 23 DE DEZEMBRO DE 1991.),o fomento ao desenvolvimento museal é prioritário (art. 3º.):


III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:
a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos;

Direcionando esta experiência para um ambiente dirigido, por exemplo, ligado à indústria (ou mesmo um setor industrial e/ou uma fábrica) pode-se dizer que contextualizando a tecnologia de que é feito o produto; a historiografia de relação com as comunidades envolvidas, locais ou não; a forma de oferecimento de conteúdo através de programas de educação e a continuidade na pesquisa temática; os ambientes e descrições estéticas; faz com que tudo favoreça formas criativas e escrupulosas de extroversão do conhecimento.                                                                                                                   

Neste nível, a imagem corporativa pode ser cuidadosamente fundida e difundida como elemento incluído no contexto museal desenvolvido.

Fábio André Chedid Silvestre

NM Conhecimento

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Novos aspectos da digitalização de acervos



Dos recentes debates a cerca da digitalização do conhecimento, ao menos dois elementos basilares são comuns à todas as preocupações teóricas e práticas de implementação:

a)Recuperação do conhecimento instalado em mídias arcaicas, convertendo-se para suportes digitais (fotografia, escaneamento e transcrição, p. ex.);

b)Produção de novos conteúdos já em suportes digitais (fotografias, audiovisual, documento eletrônico, p. ex);

Com estas perspectivas a replicação do saber amplia-se em face da acessibilidade permitida pelos modelos atuais de compartilhamento em rede físicas e virtuais.


Fábio André Chedid Silvestre

NM Conhecimento

segunda-feira, 26 de março de 2012

PEACE SELLS SERGIO




Em nossa superficial memória superestimulada e saturada de informações, um grande hiato ocupa o espaço alienante deixado pela política do "onze de setembro", desde 2001.

Se as "Torres Gêmeas" ruiram porque encontraram os "Inimigos da América", a humanidade ruiu em "dezenove de agosto" de 2003, quando descobriu que era menor que a AMÉRICA.

O atentado à sede da ONU em Bagdá, no auge da ofensiva "ALIADA", deixou a maior evidência de que o mundo não têm representação, mas o capitalismo têm.

Ao assistir o enigmático documentário da HBO sobre o atentado que matou o brasileiro SÉRGIO VIEIRA DE MELLO, o Comissário da ONU para a tentativa de pacificação do território insurgente do Iraque, logo se percebe a quantas andava a máquina politica internacional.

Se o herói brasileiro no Timor Leste, preparou aquele conflituoso território, para uma plebiscito de independência da Indonésia, entre tantos atos humanitários nas duas décadas anteriores, no IRAQUE a história era outra.

Dormindo com o inimigo, estava entre a belicosidade invasora dos Norte Americanos, ávidos por petróleo e a "incrível e invisível" força denominada "Al Qaeda", que o culpava por ter desmembrado Timor (católico) da Muçulmana Indonésia.

Naquele momento sabia o quanto não tinha possibilidades de modificar o resultado de um confronto preparado para valorizar o petróleo no mercado internacional, além de alterar-lhe a propriedade brutalmente.
Todos os brasileiros deveriam assistir este documentário, sobre um homem preparado para crises humanitárias, assassinado numa crise "PETROLITÁRIA".

Quem vai pagar pela paz???!!!! Se só a guerra dá lucro.

Parabéns Sérgio Vieira de Mello, mas você e a ONU não têm importância, nós não somos tão espetaculares como as "TORRES DE SETEMBRO", um clássico da desinformação.


Fábio André Chedid Silvestre
NMConhecimento


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A Cultura precisa da Lei Rouanet




A Lei Rouanet representa uma significativa mudança de paradigma na história da cultura nacional. Trata-se de uma legislação de fomento a atividade produtiva reconhecida no âmbito da economia da cultura, com o viés de priorizar manifestações notadamente brasileiras.

A reportagem de quarta-feira (18), desta Gazeta do Povo, edição de número 30.012, intitulada “Cultura não sabe o destino de R$ 3,8 bi da Lei Rouanet”, traz algo relevante: um relatório crítico que possibilitará o aperfeiçoamento do sistema, que hoje apresenta grande dificuldade operacional, beirando a ineficiência.

Algo que vem a corroborar com o que representa esta legislação à Cultura está na ampla procura pelo incentivo, o que demonstra que ela é exitosa em seus objetivos, além de ser o espaço onde o Estado, sem o dirigismo cultural, estabelece meios de fomento econômico da cultura nacional.   

O atual gargalo está no Ministério da Cultura que, sendo o agente credenciado a esta mediação com a sociedade, hoje se encontra com grandes dificuldades estruturais para cumprir sua função, tanto nos mecanismos de avaliação quanto na quantidade e qualidade dos profissionais disponíveis, ainda que se possa observar uma boa intenção. Além disto, nota-se uma evidente superficialidade e cartorialismo nas ações desenvolvidos pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, que valida os projetos que foram avaliados pelos técnicos do Ministério da Cultura e autorizam a realização dos projetos.

Um dos problemas apontados na matéria está na deficiência de metodologia de enquadramento dos projetos culturais, mais exatamente nos segmentos estabelecidos na lei, que implicam em favorecimento a projetos com capacidade comercial própria e que por sua vez não precisariam dos incentivos, em prejuízo àqueles que são da própria essência da Lei, como patrimônio cultural e a publicação de livros que tem sofrido injustas restrições.

O modelo propiciado na Lei em questão é importante em dois sentidos, primeiro porque submete os projetos interessados a uma avaliação de perspectiva cultural, que pode validá-lo como algo valioso para o conjunto da cultura nacional, o que na prática seria como uma certificação, independente até mesmo do recebimento do incentivo. E em um segundo plano permite a aproximação entre o produtor cultural e a iniciativa privada na constituição de uma visão de atendimento para uma clientela cultural própria.

Então, aumentar a eficiência do Ministério da Cultura em suas funções de enquadramento, avaliação e tomada de contas é urgente, assim como um maior esclarecimento para o empresariado nacional das virtudes promocionais da Lei Rouanet, tanto em relação ao produto cultural brasileira quanto da imagem coorporativa a ele vinculado.

Fábio André Chedid Silvestre
NMConhecimento

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Lei Rouanet ou Procultura?





Nova Lei Rouanet quer tirar poder decisório de empresas. Projeto destina 20% do IR deduzido para braço do Ministério da Cultura. Interferência do Fundo Nacional de Cultura visa pulverizar recursos pelo país; eixo Rio-SP hoje abocanha 80%. 

Uma proposta de mudança no modelo federal de incentivo à cultura joga nova pá de cal na Lei Rouanet. De 1991, o atual sistema é criticado por deixar a esfera privada decidir as produções que recebem patrocínio -deduzido do Imposto de Renda, via renúncia fiscal.

O ProCultura, projeto de lei que toma o lugar da Rouanet, vai propor que as empresas sejam obrigadas a destinar 20% desses recursos ao Fundo Nacional da Cultura. A ideia é que, por meio de editais, a entidade pulverize o financiamento pelo país. Hoje, o eixo Rio-São Paulo é imã de 80% dos recursos.

Se os tais 20% estivessem valendo em 2010, por exemplo, o fundo teria um aporte adicional de R$ 240 milhões. Relator do projeto na Comissão de Finanças da Câmara, o deputado Pedro Eugênio (PT-PE) pretende sugerir os 20% na próxima semana. Se esse teto for ultrapassado, diz, "as empresas podem ficar reativas" à retração do mecenato direto.

Atualmente, o Ministério da Cultura autoriza os projetos aptos ao subsídio, e só aí financiadores escolhem a quem associar sua marca.

CONFLITO

Desacordos rondam a recauchutagem da Rouanet. Prevê-se, por exemplo, um sistema de pontos para definir se o candidato à lei oferece contrapartida social (a partir disso, fixa-se uma porcentagem maior ou menor de renúncia fiscal).

O secretário de Fomento do MinC, Henilton Menezes, defende critérios mais objetivos, como gratuidade em eventos. Mas discorda que a pasta deva classificar "propostas inovadoras", conforme sugerido em 2010 na Comissão de Educação e Cultura. "Posso dizer que é inovador num Estado, e não no outro."

Versão anterior do projeto previa que patrocinadores bancassem do próprio bolso (ou seja, sem debitar do fisco) 20% dos recursos para os projetos apoiados.

Assim, fechava-se a janela para os 100% de renúncia fiscal (até o teto de 4% do total do imposto devido).
Isso cai no texto atual. Com o risco de as empresas recuarem, haveria "queda importante nos recursos captados", afirma o deputado Eugênio.



Matéria publicada no dia 07/12 por Anna Virginia Balloussier para Folha de São Paulo (Ilustrada).


Tarás Antônio Dilay
NMConheimento


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

ANA DE HOLLANDA no ANO DA HOLANDA


2010 já é fato consumado !!!

Quantas realizações e metas cumprindas no campo da cultura.

Especialmente o aspecto multidimensional das etnias. O negro, o indio, os orientais e em várias medidas brancos, oriundos da Europa, formadores de um Brasil tão colorido.

Depois da celebração dos japoneses, da mistura surgida com a França, agora em 2011 mais diversidade.

Vão celebrar seus marcos culturais os italianos, os ucranianos e os holandeses.

Em 2011, o ANO DA HOLANDA NO BRASIL recepciona a nova Ministra da Cultura, ANA DE HOLLANDA.

Que sejam repletas de dádivas as celebrações das etnias, bem vinda ANA !!!

FELIZ 2011 ............................



NÚCLEO DE MÍDIA E CONHECIMENTO

domingo, 10 de outubro de 2010

PLANEJAMENTO URBANO – Elemento lógico para a sobrevivência humana sustentável.




Desde de que se vem desenvolvendo cidades, como equipamentos humanos adequados à nossa existência, acumulamos uma experiência satisfatória no sentido de determinarmos o que precisamos e como podemos obter.

Na atualidade, a complexidade da vida urbana, decorrente da alta expectativa de segurança e conforto, nos exige planejamento coerente e atuação sócio-política pró-consenso.

Muitas são as demandas, pois muitos grupos, classes e categorias de pessoas exigem o atendimento de suas pretensões.

Contudo algumas delas são comuns a todos. Água e esgoto. Energia elétrica. Vias públicas que levem aos serviços públicos mantidos. Daí adiante já são especializações da sociedade local.

Desta maneira o planejamento urbano torna-se uma de nossas principais ferramentas de ação sobre a as cidades em que vivemos e suas correlações estruturais.

As cidades são os neurônios do planeta.

A Wikipédia trás no verbete PLANEJAMENTO URBANO uma boa descrição do tema.
Alí, um dos sub itens é PLANO DIRETOR, elemento chave para compreender o sentido de efetividade exigido no planejamento urbano.


Dois são os sentidos mais importantes da expressão:

a)Como substantivo, Plano Diretor pode ser uma peça técnica (projeto como plano de ação) desenvolvida por planejadores urbanos, públicos ou privados, destinado à explicitar a utilização do espaço urbano para múltiplas finalidades dentro de princípios de razoabilidade técnica e legalidade.

b) Como adjetivo, Plano Diretor é o produto normativo previsto no artigo 182 § 1º da Constituição Federal e através da Lei 10.257/ 01, popularmente conhecida como Estatuto da Cidade, servindo como diretiva de securitização jurídica da exploração do espaço municipal.
Cada vez mais os grupos sociais deverão manifestar-se através de planos diretores que permitam o desenvolvimento planejado de nossas cidades.

Fábio André Chedid Silvestre
NMConhecimento